A psicofonia em português

A psicofonia é um método de harmonia vital pelo estudo consciente da voz falada e cantada seguindo a correlação entre sons, ritmos e o indivíduo. Esta descoberta de Marie-Louise Aucher foi levada a academia de ciência em 1960.

O canto, em psicofonia, é ao mesmo tempo objetivo e meio : praticar a psicofonia para cantar melhor e controlar sua voz, e cantar bem para melhor devenvolver-se (Guy Bourgois)

Histórico

A psicofonia é a descoberta de uma cantora de ópera : Marie-Louise Aucher (15 janvier 1908, 10 octobre 1994). Cantora profissional na igreja da Escola militar para as cerimônias religiosas, ela apresentava frequentemente as mesmas obras. Destas repetições, ela observou, que ressentia as vibrações no seu corpo em lugares precisos em função da nota emitida. Por exemplo, o ré médio na parte inferior do tórax. Isso a fez progressivamente estabelecer uma « escala sonora » que é o fundamento da psicofonia. Esta escala comporta quatro oitavas repartidas em espaços de ressonâncias indo dos pés a cabeça, do grave ao agudo. É na acupuntura que Marie-Louise Aucher vai encontrar uma correspondência para sua escala de sons. Ela leva esta descoberta em 1960 para a academia de ciência.

Ao mesmo tempo, como professora de canto, ela desenvolve uma pedagogia da voz baseada na consciência. Para isto ela estabeleceu uma lista dos pontos do cantor permitindo um ensino progressivo e possível de ser adaptado para cada aluno.

Apresentação da psicofonia de Marie Louise Aucher.

A psicofonia é um método de educação e de reeducação que leva em conta, ao longo do trabalho do posicionamento da voz, o indivíduo considerado:

* 1 – Como posto receptor de sons e instrumento vivo

* 2 – Como posto emissor em respota condicionado a receptividade correta dos sons. Todo homem é inclusive implicado na troca verbal e deve beneficiar-se disto.

A receptividade correta dos sons não exige apenas uma orelha bem condicionada, mas também uma sensibilidade nervosa e tátil desenvolvida; enfim, transmissões nervosas corretas desde os postos sensoriais externos até o centro da consciência. Penetrando no domínio da consciência, os sons não só são avaliados quanto a sua frequência vibratória, mas, tratando-se da voz humana, evocam uma imagem interior, esclarecida e colorida em função do nível mental e afetivo do indivíduo que recebe a mensagem. Esse nível mental e afetivo é evidentemente função da tomada de consciência que a criança faz no começo de sua vida. Ela é condicionada, não só pelo grau de receptividade sensorial, mas também pelo clima afetivo no qual a criança se desenvolve, ou ficando traumatizado e vegetando, na sua ausência.

É preciso levar em conta no que diz respeito ao posto humano dito « receptor » das mensagens gravada para : a vista, a audição, o tato, o gosto, e o olfato.

A psicofonia, então deverá ser no começo, ortofonia e após verificação da integridade de seus mecanismos físicos (porque toda integração passa obrigatoriamente pelo nível sensorial), o quarto superior da cabeça, receberá ao longo da colocação da voz falada ou cantada uma atividade necessitada pela condução localizada dos dentes de cima até entre os olhos. Os mesmos sentidos que servem para captar os sons servem para recondicionar a recriação com o máximo de harmônicos suplementares..e se acrescentamos o máximo de expressão acrescentaremos ao trabalho devolvido a cabeça aquilo que mobiliza o corpo todo, o que veremos quando abordarei a respiração.

Se temos mais ou menos consciência do trabalho devolvido a cabeça para a receptividade dos sons, será menos comum considerar o corpo inteiro como um instrumento vibratório assim como a importância dada a receptividade dos sons e sua emissão.

Muitas constatações ou experiências ao longo dos anos nos permitiram reencontrar, e situar ao longo do corpo humanos desde do topo do crânio até os pés, o lugar de eleição dos sons que a voz humana tem capacidade de produzir, seja da nota do 2 ao do 6 – é ao longo da coluna vertebral para o corpo, nas pernas e na cabeça, que vemos os sons se localizarem, reproduzindo quatro oitvas : os sons graves nos pés, os agudos na cabeça. O soprano leve tem até a sensação a partir do do 6 até o sol acima, de uma caixa craniana projetada acima de seus limites normais. A facilidade e a pureza da voz serão função da integridade da região correspondente no corpo. Se um orgão é alterado em sua essência ou seu funcionamento perturbado, toda a região emitirá um som mais escuro, seja como posto receptor (prova diagnostica efetuada pela voz do mestre ao longo do corpo do aluno) seja como posto emissor (buracos na voz do cantor).

É graça a motivação que me deu o doutor Martiny, professor na escola de antropologia de paris, que eu pude, após sua sugestão, constatar a perfeita coincidência vibratória com os pontos de acupuntura chinesa, no que diz respeito a linha dita « grande vetor governador das forças físicas e psíquicas » : os dois traçados são absolutamente idênticos, se espalhando do alto até em baixo do corpo com descontinuidade com as vértebras cervicais.

O homem emissor de sons.

A emissão da voz mobiliza as mesmas regiões do corpo humano, isto é : a cabeça com seus orgãos sensoriais para a preparação do molde do som, corpo e seus lugares vibratórios para a ampliação do som e enfim o conjunto do homem em ação voluntária para o sopro. O sopro será dinamizado pelo vigor da pressão da cintura abdominal; o diafragma transformará o débito condicionado pela força e pela expressão igual. O timbre e a articulação são devolvidos a cabeça. Uma atitude firme e rigorosa das pernas e da barriga, dos glúteos e da cintura. O tônus e o controle constante são exigidos pelo canto. A direção da ação fonatória se tornará lúcida e dócil quando o cantor terá sentido « as áreas de sensação » que são localizadas de maneira precisa nas regiões anatómicas.

É ao professor Raoul Husson que os cantores devem, (após muitas coincidências que ele demonstrou entre essas tais áreas e os centros nervosos do homem), o fim da suspeita sobre o empirismo da colocação da voz. O conhecimento e o reconhecimento dessas áreas de sensações são rápidas e fáceis para o trabalho das onomatopeias universais. As mesmas interjeições são comuns ao homem para expressar suas emoções : surpresa, indignação, queixa, riso, alegria, indiferença, hesitação, ironia etc..todos esses sentimentos tem em nosso corpo um suporte de emissão modulada. A possibilidade de identificar os sentimentos tem potencias ativos no corpo estabelecendo uma junção nos diferentes planos do homem assim como o controle dele mesmo.

A respiração, se ela for praticada com conhecimento desses diferentes modos, uma derivação fácil com afluência de vitalidade sobre certas áreas suportando um excesso de sentimentos, enquanto a veritável ginástica que exige o canto desenvolve as que são deficientes. A psicofonia é um meio de equilibrio completo.

A atividade e a regulação das transmissões nervosas são favorecidas e desenvolvidas por este trabalho. O quarto da frente superior da cabeça entra em atividade sobretudo pelo olfato e o gosto do qual a solicitação é da mais alta importancia para a timbragem e a amplificação do som. Tocamos aí no dominio da neuropsiquiatria que além da saúde que a oxigenação permite ao cantor, pode despertar a vontade de todas as instituições ter um serviço de psicofonia. Depois de anos, provamos nos hospitais parisiences os benfeitos das aulas coletivas ou individuais do canto segundo nosso método.

Sucessivamente com o auxílio do professor Baruk no hospital-hospício de Charenton, da professora Aubry na policlínica do hospital Bichar, no hospital Trousseau com o doutro Burger, no primeiro hospital de dia « ímpeto reencontrado »: diretor, doutor de Verbizier, dos homens, das mulheres, das crianças foram favorecidos por estas aulas. Muitas são as sessões com educadores, professores, ortofonistas, reeducadores, etc..

Colocamos também a psicofonia a serviço de coletividades perfeitamente equilibradas como método de segunda tomada de consciência e de domínio do comportamento (escola de educadores especializados, jesuítas, coros, institutos católicos de Paris, etc..)

Acrescento que a utilização da psicofonia como um método natural de investigação, de educação de reeducação de si mesmo não é só um passo para a terapia, mas ela é o que foi e ainda é para mim, cantora de ópera, meio, fim, e meio sem fim, pois o acesso ao canto em grupo ou sendo solista permite, alegrias de cultura e de expressão humana utilizando as obras de arte da música antiga e contemporânea.

Nós temos criado uma ponte para a psicofonia e a educação, a reeducação, a neuropsiquiatria, a acupuntura e a cultura num verdadeiro cruzamento da vida humana.

M-L AUCHER
Professora de psicofonia
Criadora do método